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Presidente da ANS defende saúde suplementar: ‘braço direito do SUS’

Sem categoria - 23.10.15

Instituído pela Constituição Federal de 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil é considerado como um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo. Apesar de a Carta Magna brasileira pregar que o SUS garanta “acesso integral, universal e igualitário à população brasileira”, por vezes a população recorre à saúde suplementar. Dessa forma, as operadoras de planos de saúde tentam preencher eventuais falhas do SUS na saúde pública. Para o presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), José Carlos Abrahão, este setor não faz frente ao SUS, e sim, o complementa. Em entrevista ao Bahia Notícias na tarde desta quinta-feira (22), Abrahão, que participou de um evento em comemoração aos 50 anos de fundação Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Ahseb) e os 15 anos da Federação Baiana de Saúde (Febase), defendeu o sistema de saúde pública brasileiro e classificou a saúde suplementar como “um braço do SUS”. “O sistema brasileiro de saúde é o desejo de muitos países. Você tem 205 milhões de brasileiros e 50 milhões no sistema suplementar. Quando temos um braço suplementar, ele está complementando o sistema de saúde público. É uma opção que a sociedade faz”, declarou. Questionado se esta opção não revelaria um déficit do SUS, o presidente da ANS desconversou. “É uma complementaridade”, reiterou, antes de continuar destacando a importância do sistema. “Eu conheci outros sistemas de saúde pública no mundo e o nosso tem dificuldades, mas tem uma peculiaridade: ninguém deixa de ser atendido”, defendeu. Ainda na avaliação de Abrahão, a saúde suplementar está evoluindo no país. “Quando começou a regulamentação há 15 anos, tinha limitação de atendimentos em dia, atendimento em terapia intensiva. Passamos a ter expansão do atendimento, o órgão regulador monitora o atendimento”, relembrou. Ainda de acordo com ele, sociedade, operadoras e o governo, através da ANS e do SUS, que custeia procedimentos de saúde para planos de saúde, têm contribuído para a expansão da área.

*por Renata Farias / Bruno Luiz

Fonte: Bahia Notícias