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5 ações para obter economia de escala em grandes sistemas de saúde

Sem categoria - 14.04.16

Estudo de consultoria norte-americana analisa os desafios em gerir várias instituições
As economias de custos e de escala nem sempre são alcançadas nos sistemas de saúde que operam várias instituições, de acordo com uma nova análise de mercado realizada pela PricewaterhouseCoopers (PwC), uma das maiores consultorias do mundo nas áreas de auditoria e gestão.

O problema é que grandes sistemas de saúde nem sempre funcionam como organizações integradas, continuando a trabalhar como um grupo de hospitais autônomos em que líderes individuais acreditam que sua força está em sua marca local (ou em outras crenças). Para melhorar seu desempenho financeiro, os grandes sistemas de saúde precisam padronizar procedimentos e renovar as suas operações. E em alguns casos, as fusões parecem ser uma valiosa alternativa para implementar mudanças neste sentido, especialmente no lado clínico, de acordo com o relatório da PwC.

Porém, nem sempre as soluções mais claras apresentam os resultados esperados. Anil Kaul, um dos autores do documento, diz “o CEO de um hospital é dono de seu próprio reino”. E completa: “Eles pensam em outros hospitais como concorrentes, mesmo eles sendo do mesmo sistema.” Portanto, as lideranças (incluindo as das áreas médicas) e a cultura organizacional são vitais para o processo de mudança.

O material destaca que os estabelecimentos de um mesmo sistema terão que reformular o seu modelo operacional para enfatizar o desempenho geral do sistema, estabelecer direitos de decisão adequados, medir o seu progresso e adequar culturas distintas, diferentes de qualquer consolidação”, declara o relatório.

Os autores sugerem que os hospitais definam quais os serviços devem permanecer em um local e quais devem ser centralizados em outro.

A PwC apresenta cinco ações preliminares que gestores hospitalares podem adotar para obter benefícios:

1 – Redesenhar o modelo operacional para trazer mais responsabilidade e controle ao sistema – o núcleo corporativo, centro de serviços compartilhados e unidades operacionais – e não em instalações individuais.

2 – Padronizar os processos clínicos, envolvendo médicos como líderes da mudança para colaborar com essa padronização.

3 – Eliminar protocolos de serviços redundantes, analisando tanto a oferta quanto a demanda do mercado em relação a uma doença específica.

4 – Medir a performance em um nível global, que envolva todo o sistema.

5 – Não subestimar o poder da cultura da instituição, que pode ser “uma ferramenta poderosa para impulsionar a mudança”.

A empresa avaliou dados do Centers for Medicare and Medicaid Services (CMS, agência federal norte-americana que mede indicadores assistenciais e gerenciais) sobre consultas de pacientes a médicos em mais de 5,6 mil hospitais particulares e 525 sistemas de saúde.

De acordo com publicação do portal norte-americano Fierce Health Finance, uma análise realizada em 2015 mostrou que os fatores que impulsionam fusões e aquisições hospitalares incluem a transição de cuidados baseados em valor, pressão criada pela concorrência, necessidade de ampliar os recursos de TI, e o desejo de alcançar maiores volumes econômicos. Mas em suma, a maioria dos sistemas de saúde ainda não percebeu as oportunidades de implementar maior eficiência a partir das economias de escala, principalmente em momento de transição, como ocorre nas fusões. Segundo o material da PwC, uma abordagem ambiciosa levando em conta os aspectos acima citados, poderia conduzir a uma redução de custos de até 30%. O documento defende que haja um trabalho árduo por parte das equipes. Esta ambição valerá a pena, já que o prêmio final será pacientes satisfeitos e cuidados de maior qualidade a custos mais baixos.

Acesse o material da PwC (em inglês).

Fonte: Setor Saúde