Cirurgias feitas através do Sistema Único de Saúde (SUS), em Feira de Santana, podem ser suspensas a partir de segunda-feira, 8. O anunciou foi feito nesta quinta, 4, por um movimento formado por médicos anestesistas.
A categoria quer aumento de 100% na tabela dos procedimentos pagos pelo governo. O médico Benedito Gonçalves declarou que as cirurgias de emergência continuarão a ser feitas, mas os atendimentos a procedimentos agendados ficarão paralisados.
Uma média de 900 procedimentos cirúrgicos são realizados mensalmente nos hospitais da Mulher (rede municipal) e Clériston Andrade (rede estadual), de acordo com a Secretaria de Saúde do município. Soma-se a isso, 350 a 400 em instituições particulares, também afetadas pelo movimento.
Os valores pagos por anestesia são determinados pelo Ministério da Saúde. A prefeitura de Feira de Santana terceirizou a contratação de anestesistas e alegou que o pagamento e manutenção dos serviços é de responsabilidade da contratada.
“O atendimento de emergência está garantido. E vamos providenciar para que tudo seja resolvido também nos outros casos”, afirmou o secretário de Saúde, João Carlos Cavalcante.